Locus de Controle e Bem-Estar Subjetivo em Estudantes Universitários da Paraíba

 

Francisco José Batista de Albuquerque

Universidade Federal da Paraíba

 

José Angel Vera Noriega

avera@ciad.mx

Centro de Investigación en Alimentación y Desarrollo, A. C – México

 

Cíntia Ribeiro Martins

Universidade Federal da Paraíba

 

Maria Tereza de Souza Neves

Universidade Federal da Paraíba

 

Resumo

O interesse sobre a relação entre o bem-estar subjetivo (BES) e outros construtos tem aumentado nas últimas três décadas. Neste sentido, buscou-se verificar o poder de predição das dimensões do locus de controle (LC) – interna (LCI), externa (LCE) e afiliativa (LCA) - acerca do BES em 629 estudantes de uma universidade pública do nordeste brasileiro. Utilizaram-se as Escalas de Satisfação com a Vida, dos Afetos e de Satisfação com Áreas da Vida, para mensurar o BES, e a Escala de Locus de Controle. Verificou-se que o nível de BES desses jovens pouco oscila conforme o controle adotado. A fraca predição existente refere-se apenas ao LCI – o controle é atribuído ao próprio indivíduo - e ao LCA - o controle deve-se a outros indivíduos. O LCE, em que o controle é atribuído ao acaso, não prediz tal construto. Mesmo levando em conta que o BES não mostra relação com o LCE, os estudantes da UFPB apresentam, como predominante em suas vidas, essa dimensão do locus de controle.

Palavras-chave: Bem-estar subjetivo; dimensões do locus de controle; universitários.

 

Abstract

The interest on the relationship between the subjective well-being (SWB) and others constructs increased in the last three decades. In this way, aimed it to verify the predictive power of the dimensions of the locus of control (LC) – internal (LCI), external (LCE) and affiliative (LCA) – concerning the SWB in 629 students of one public university in Brazilian Northeast. It used the following scales: Life Satisfaction, Affects and Life’s areas satisfaction, to measure the SWB, and the Locus of control. It was verified that the level of SWB of these young do not oscillated according to the adopted control. The weak prediction that was found it refers only to the LCI - the control is attributed to the individual - and to the LCA - the control must it to other individuals. The LCE, in which the control is attributed at random, does not predict such construct. Even taking into account that the BES shows no relationship with the LCE, students of UFPB present, as predominant in their lives, this dimension of the locus of control.

Key-Words: Subjective well-being; dimensions of locus of control; college student.

 

Introdução

O interesse nos estudos sobre o bem-estar subjetivo (BES) tem aumentado principalmente nas últimas três décadas (Diener, Suh, Lucas & Smith, 1999; Ryan & Deci, 2001). Sob o ponto de vista conceitual, esse construto faz parte da Teoria Hedonista ou Feliciologia, na qual se enfatiza o aumento dos aspectos positivos da vida e de obtenção de prazer, e a diminuição dos pontos negativos (Ryan & Deci, 2000; Seligman, 2004). Nessa perspectiva insere-se a Psicologia Positiva, que enfatiza a análise de experiências subjetivas como: satisfação, auto-realização, contentamento, traços individuais positivos, esperança, otimismo e felicidade1 (Seligman & Csikszentmihalyi, 2000).


Bem-Estar Subjetivo e seus Componentes

O BES refere-se a uma ampla categoria de fenômenos que inclui respostas emocionais e julgamentos acerca da satisfação com a vida (Diener & cols., 1999). Representa a avaliação das pessoas sobre suas vidas, de acordo com os afetos positivos e negativos experienciados, e com a satisfação que possuem para com estas (Diener & Biswas-Diener, 2000).

Neste sentido, o BES é composto por dois componentes: o afetivo e o cognitivo. O componente afetivo envolve aspectos emocionais, dividindo-se em emoções agradáveis, como alegria e orgulho (afeto positivo), e desagradáveis, como tristeza e vergonha (afeto negativo). O componente cognitivo refere-se a aspectos racionais ou intelectuais acerca da satisfação com a vida do indivíduo, abrangendo uma satisfação global e uma específica - direcionada a áreas como matrimônio, amizade e profissão (Diener & Biswas-Diener, 2000). Assim, a estrutura desse construto é formada pela satisfação com a vida global, pela satisfação com a vida em áreas específicas e por altos índices de afetos positivos e baixos índices de afetos negativos.

Bem-Estar Subjetivo e Outras Variáveis

Diversas variáveis são estudadas junto com o BES, a fim de verificar possíveis relações, podendo-se destacar: os aspectos bio-demográficos, a personalidade, a cultura, os valores humanos e as teorias de controle pessoal - como locus de controle.

As variáveis biodemográficas geralmente apresentam-se como variáveis de controle para a compreensão de outras variáveis (Argyle, 1999; Guedea, 2002). Sexo, idade, escolaridade, classe social e renda exercem fraca ou nenhuma influência no BES das pessoas. Entretanto, matrimônio, emprego e lazer influenciam fortemente esse construto (Argyle, 1999; Seligman, 2004).

Quanto à personalidade, considerada com um dos mais consistentes e fortes preditores do BES, alguns de seus traços apresentam uma relação mais intensa do que outros, como por exemplo, extroversão e neuroticismo. Estes traços mostraram-se fortemente relacionados com o BES, como pode-se verificar nas revisões teóricas realizadas por Diener e cols. (1999), Diener e Lucas (1999) e nos estudos de Deneve e Copper (1998).

Sabe-se que o comportamento do ser humano é resultante da complexa relação existente entre fatores genéticos e os ambientais. Diante disso, Diener e cols. (1999) e Seligman (2004) defendem que cada pessoa apresenta um “ponto de ajuste” ao se tratar do bem-estar, baseado em sua personalidade. O BES pode até variar, aumentar ou diminuir, mas isso só ocorre durante um certo período, é temporário, e logo esse nível retorna ao “ponto de equilíbrio” (de ajuste) de acordo com o temperamento da pessoa.

Outro construto relevante refere-se aos valores humanos. Em estudo realizado no Brasil, por Chaves (2003), observou-se que os valores humanos de convivência, maturidade, afetividade e saúde tendem a predizer o BES dos indivíduos, ou seja, alguns valores são importantes para a compreensão do bem-estar subjetivo.

O nível de BES também pode ser influenciado pela percepção do controle do indivíduo a respeito dos eventos que ocorrem em sua vida. Por isso, as teorias que tratam do controle pessoal - como auto-eficácia e locus de controle - tendem a apresentar relação com o BES. O controle pessoal refere-se à crença individual de que os comportamentos tendem a maximizar os eventos positivos e a minimizar os negativos (Peterson, 1999); é uma possibilidade percebida de alterar significativamente os eventos. O indivíduo não precisa necessariamente ter o controle sobre os eventos, mas é necessário que perceba esse controle, pois a percepção do controle geralmente influi na resposta do sujeito (Burger, 1989).

A fim de estabelecer um parâmetro de controle pessoal, optou-se, neste estudo, pela teoria do locus de controle (LC). Diante disso, buscou-se verificar o poder de predição deste construto acerca do BES em estudantes de uma universidade pública do nordeste brasileiro.



Locus de Controle

O conceito de locus de controle (LC) foi introduzido por Julian Rotter, na década de 60, a partir da Teoria da Aprendizagem Social, que apresentava como eixos principais, a noção behaviorista de reforçamento – estímulo e resposta - e aspectos da cognição - percepção e expectativa (Pasquali, Alves & Pereira, 1998).

O locus de controle refere-se às crenças dos indivíduos sobre a fonte de controle dos comportamentos e eventos cotidianos que ocorrem consigo ou no ambiente em que estão inseridos (Rotter, 1966, citado por Rotter, 1990). De acordo com Castillo e Ramírez (2000), o locus de controle é a crença que uma pessoa possui de poder ou não controlar os eventos de sua vida. Sendo assim, pode ser entendido como uma expectativa generalizada de controle acerca de uma situação ou ação e de seus resultados.

Dimensões do Locus de Controle

De acordo com Rotter (1990), o construto LC é unidimensional, consistindo geralmente, na escolha entre dois pólos: um interno (LCI) e outro externo ao indivíduo (LCE). O primeiro pólo se refere à crença de que os êxitos ou fracassos da vida de uma pessoa devem-se aos seus próprios comportamentos e esforços. O segundo se refere à crença de que esses êxitos e fracassos são devido a Deus, ao acaso, a outras pessoas e a outros fatores externos. Essa perspectiva teórica defende que o indivíduo apresenta uma maior propensão para uma única dimensão – interna ou externa. Mas isto não quer dizer que estas não se apresentem simultaneamente, ambas estão sempre presentes, porém uma predomina sobre a outra.

Posteriormente, outras investigações constataram que esse construto é multidimensional, ou seja, a dimensão do LC, adotada pelo sujeito, não é estática, tende a variar de acordo com a situação e a apresentar outros fatores. Em certo momento pode-se utilizar o LCI, em outro o LCE. Em um estudo realizado no México por La Rosa (1986, citado por Campos & Lagunes, 2000) foram encontrados cinco fatores em relação à estrutura do LC: fatalismo-sorte (crença de que os eventos da vida estão ligados a fatores de azar ou sorte); poderosos do macrocosmos (o controle das condutas é atribuído a pessoas que detêm o poder sócio-político); afetividade (os objetivos são alcançados por meio das relações afetivas); internalidade instrumental (o controle das situações deve-se aos seus próprios esforços); e poderosos do microcosmos (o controle é atribuído aos participantes do ciclo social do sujeito).

Em outros estudos, como os de Levenson (1974, 1978,1981, citados por Pasquali & cols., 1998), o LC foi constituído por três dimensões: pessoal – a fonte de controle é o próprio indivíduo; social – o controle é representado pelos outros indivíduos; e impessoal – o controle refere-se à sorte, ao acaso ou ao destino.

No presente estudo, também foram encontrados três fatores na composição do LC, sendo semelhantes, quanto ao conteúdo, aos achados nos trabalhos de Levenson, acima citados. São eles: locus de controle interno (LCI) – crença de que os eventos de sua vida devem-se às suas próprias ações, ou seja, os reforçadores são administrados pelo próprio eu do indivíduo; locus de controle afiliativo (LCA) – os eventos da vida são atribuídos às pessoas do seu meio social; e locus de controle externo (LCE) – crença de que os eventos de sua vida devem-se à sorte, ao acaso, a Deus ou ao destino.

A variabilidade das dimensões do LC é fruto, em grande parte, dos diferentes instrumentos utilizados. Pasquali e cols. (1998) enfatizaram que essa teoria precisa ser melhor axiomatizada para possibilitar a elaboração de escalas mais precisas.

Outro ponto que também contribui para essa variabilidade de fatores é a cultura. Como ocorre com o nível de BES, as dimensões que estruturam o locus de controle também podem variar de acordo com a cultura. Neste sentido, a expectativa acerca da percepção do controle das ações que o ser humano realiza é vulnerável aos valores, regras e normas de cada contexto (Castillo & Ramírez, 2000).


Estudos acerca do Locus de Controle

Vários estudos foram já desenvolvidos enfatizando o locus de controle. No Brasil, pode-se citar os de Pasquali, Alves e Pereira (1998); Noriega, Albuquerque, Alvarez, Oliveira e Coronado (2003); e Seabra (2003).

Pasquali e cols. (1998) validaram uma escala de LC organizacional (ELCO), em empregados do Sistema Telebrás, na qual encontraram dois fatores, interno e externo, e verificaram que, diante de um melhor nível de escolaridade e de experiência profissional, o índice de internalidade diminuiu. Estes resultados foram atribuídos à situação da empresa, que estava passando por um período de transição, o que seria motivo da perda de confiança dos empregados na própria competência, particularmente por parte daqueles com maior competência intelectual e maior experiência profissional.

No nordeste brasileiro, especificamente na Paraíba, Noriega e cols. (2003) observaram ausência de diferenças por sexo, no que diz respeito ao LC, e que os sujeitos tendiam a guiar-se pelo LCE, ou seja, atribuindo o controle dos acontecimentos de suas vidas a fatores externos. Com relação à idade, verificou-se que os paraibanos passam a guiar-se pelo LCI com o decorrer dos anos. Isto acontece também com o aumento do nível de escolaridade.

Seabra (2003) analisou o locus de controle, o autoconceito e a orientação para o êxito em idosos, e concluiu que os indivíduos que tendem para o LCI são conduzidos a uma satisfação de seu ego e, conseqüentemente, possuem um autoconceito positivo.

Em outros países, podem-se destacar estudos como os de Rodríguez-Rosero, Ferriani e Dela Coleta (2002), na Colômbia, e os de Alvarez e Noriega (2000), Campos e Lagunes (2000), Castillo e Ramírez (2000) e Coronado e Lagunes (2000), no México.

Segundo Rodríguez-Rosero, Ferriani e Dela Coleta (2002), pessoas do sexo masculino, com elevada escolaridade e bom nível sócio-econômico e cultural, apresentam índices maiores de LCI, o que tem se repetido nos estudos brasileiros, utilizando tanto a escala unidimensional quanto a escala multidimensional de locus de controle generalizado.

Em estudo desenvolvido por Campos e Lagunes (2000), em quatro grandes regiões do México, observou-se que não existe diferença entre estas localidades quanto ao locus de controle, e que o LCE tende a predominar nessas regiões. Já Castillo e Ramírez (2000) realizaram uma pesquisa com crianças de 8 e 9 anos de idade, na qual confirmaram a multidimensionalidade do referido construto, verificando que os sujeitos tendiam mais para o LCI. No mesmo país, Coronado e Lagunes (2000) estudaram a relação entre estratégias de enfrentamento e locus de controle e encontraram que a estratégia de enfrentamento direta (a pessoa faz algo para resolver o problema) relaciona-se com o LCI, com a pessoa acreditando que ela própria tem o controle da situação em questão. Por outro lado, a estratégia de enfrentamento evasivo (evita ou escapa do problema) relacionou-se com o LCE, referindo-se assim a fatores externos às situações. Alvarez e Noriega (2000) buscaram relacionar o BES com locus de controle e estratégias de enfrentamento, observando que pessoas com alto nível de satisfação com a vida utilizavam um estilo de enfrentamento direto e tendiam ao LCI.

Diante das teorias aqui explicitadas, o presente trabalho buscou verificar o poder preditivo das dimensões do construto locus de controle (LCI, LCE e LCA) encontradas em relação ao nível de bem-estar subjetivo vivenciado pelo indivíduo, considerando uma população jovem e com elevado nível de escolaridade. Para tanto foram consideradas as seguintes hipóteses:


Através de uma análise fatorial, no presente estudo, o locus de controle apresentou três dimensões: externa (LCE), interna (LCI) e afiliativa (LCA). Na hipótese 1, postulou-se que o LCE, referente à crença de que o controle da vida de um sujeito provém de fatores incontroláveis (divindades ou acaso), constituía a dimensão mais predominante entre os universitários da UFPB. Quanto ao LCI, que pode ser entendido como a crença de que os acontecimentos da vida de uma pessoa devem-se ao seu próprio comportamento e esforços, postulou-se na hipótese 2, que esta dimensão do locus de controle fosse um dos melhores preditores do BES. Na hipótese 3, postulou-se que o LCA, que diz respeito à crença de que o controle da vida de um indivíduo deve-se a outras pessoas, fosse um dos tipos do construto locus de controle que melhor predizia o BES dos estudantes da UFPB. Na hipótese 4, postulou-se que não existia diferença entre sexo com relação ao BES, e na hipótese 5, que não existiam diferenças entre as áreas de estudo acerca do BES.


MÉTODO

Amostra

Participaram da presente pesquisa 629 estudantes da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) através de uma amostragem não-probabilística, levando em consideração as variáveis sexo, faixa etária e estado civil. Os participantes foram divididos por áreas de estudo: CCEN/CT – Centro de Ciências Exatas e da Natureza / Centro de tecnologia; CCHLA - Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes; CCS - Centro de Ciências da Saúde; CCSA - Centro de Ciências Sociais Aplicadas e CCJ - Centro de Ciências Jurídicas.

Através de análises descritivas, verificou-se que 57,4% dos participantes eram do sexo feminino e 42,6% do sexo do masculino; a maioria era composta por solteiros (85%), com idades entre 18 anos e 21 anos (40,5%), 22 a 25 anos (37,2%) e a partir de 26 anos (22,3%); a distribuição entre as cinco áreas de estudo da UFPB foi realizada da seguinte forma: 29,4% pertenciam ao CCEN/CT, 19,7% ao CCHLA, 18,6% ao CCS, 16,3% ao CCJ e 16% ao CCSA.


Instrumentos

Utilizaram-se três escalas do tipo Likert, referentes aos indicadores do construto BES (satisfação com a vida, satisfação com áreas da vida e afetos – positivos e negativos). Estas escalas foram adaptadas e validadas para o contexto paraibano e apresentaram índices satisfatórios no Kaiser Meyer Olkin (KMO) e no Teste de Esfericidade de Bartlett´s. A Escala de Satisfação com a Vida de Diener, Emmons, Larsen e Griffin (1985), com 5 itens, variando de 1 (discordo totalmente) a 7 (concordo totalmente), explicou 45,93% da variância total, com um Alpha de Cronbach = 0,79. A Escala de Satisfação com Áreas da Vida, com 20 itens, variando de 1 (completamente insatisfeito) a 9 (completamente satisfeito) explicou 25,91% da variância total, com Alpha de Cronbach = 0,86. A Escala dos Afetos, composta por 15 itens, que variam de 1 (nunca) a 9 (sempre), apresentando dois fatores: afetos positivos (6 itens) explicando 29,55% da variância total, com Alpha de Cronbach = 0,78, e afetos negativos (8 itens) explicando 13,94% da variância total, com Alpha de Cronbach = 0,72. As duas últimas escalas foram retiradas da Escala Muldimensional para Medição do Bem-Estar Subjetivo (EMMBSAR), de Plata e Lagunes (1999).

Empregou-se também, a Escala de Locus de Controle de Lagunes (1995), que foi adaptada e validada para o contexto paraibano, sendo composta por 25 itens do tipo Likert, variando de 1 (nada importante) a 7 (muito importante), divididos em: LCI (9 itens), explicando 22,95% da variância total, com Alpha de Cronbach = 0,88; LCA (8 itens), com variância total de 12,50% e Alpha de Cronbach = 0,74; e LCE (8 itens), com variância total de 5,70% e Alpha de Cronbach = 0,84. Também foram utilizadas questões biodemográficas, como sexo, faixa etária, escolaridade.

 

Procedimentos

Por se tratar de uma pesquisa com seres humanos, foi respeitada a Portaria 196/96, do Ministério da Saúde, que ressalta os aspectos éticos para pesquisa com humanos. Em um primeiro momento, pediu-se o consentimento ao respondente para a aplicação do instrumento. Foram dadas as instruções sobre a forma de responder o instrumento e feitas algumas considerações acerca do objetivo do estudo. As aplicações dos questionários ocorreram de forma individual e coletiva, em salas de aula, seguindo um procedimento padrão, a fim de evitar, ao máximo, vieses de respostas.

Análise dos dados

Para caracterizar a amostra, efetuaram-se estatísticas descritivas. Utilizou-se a ANOVA fatorial (Análise de Variância Fatorial) para diferenciar as variáveis área de estudo, idade e sexo, em relação tanto ao BES e seus indicadores (satisfação com a vida, satisfação com áreas da vida, afetos positivos e negativos), quanto aos tipos de locus de controle (LCI, LCE e LCA). Realizaram-se, também, correlações r de Pearson para verificar a relação entre BES e as dimensões do LC. Em seguida, foi feita uma análise de regressão linear com o método enter, com o intuito de verificar se as três dimensões do LC poderiam predizer o BES desses universitários.

RESULTADOS

A fim de caracterizar qual dimensão do LC prevalece entre os estudantes da UFPB, efetuou-se uma análise descritiva para obter os escores médios ponderados de acordo com o número de itens em cada dimensão. Os estudantes pontuaram mais na dimensão externa do locus (M = 5,38; DP = 1,18), posteriormente na afiliativa (M = 3,52; DP = 1,09) e por último na dimensão interna (M = 2,14; DP = 1,08).

Com o intuito de verificar possíveis diferenças entre as variáveis: área de estudo, idade e sexo em relação tanto ao BES e seus indicadores (satisfação com a vida, satisfação com áreas da vida, afetos positivos e negativos), quanto aos tipos de locus de controle (LCI, LCA e LCE), utilizou-se a ANOVA fatorial (Análise de Variância Fatorial). Verificou-se que as variáveis áreas de estudo, idade e sexo não apresentaram diferença significativa no que se refere ao BES e aos indicadores satisfação com áreas da vida e afetos positivos. No entanto, houve diferença significativa do indicador satisfação com a vida em relação à idade [F(3,605) = 3,15; p £ 0,05] e do afeto negativo com relação ao sexo [F(1,603) = 4,11; p £ 0,05]. Quanto aos tipos de LC (LCI, LCA e LCE), não houve diferença significativa entre os participantes em função do sexo, da idade e da área de estudo. Isto serviu para comprovar a homogeneidade da amostra, uma vez que o fato de estudar em áreas diferentes de uma mesma universidade não é suficiente para distinguir a percepção de controle dos eventos da vida desses universitários.

Em seguida, buscou-se verificar em que medida o BES se relacionava com os tipos de LC. Para isto, foi calculado o coeficiente de correlação r de Pearson. Constatou-se que o BES correlacionou-se negativamente com o LCI (r = -0,16; p < 0,001) e com o LCA (r = -0,18; p < 0,001), sem apresentar correlação significativa com o LCE.

A fim de examinar se os tipos de LC podiam predizer o BES, foi realizada uma análise de Regressão Linear com método enter, na qual pôde-se observar que o LCI e o LCA explicam fracamente o BES (R2 = 0,05).


DISCUSSÃO

O construto locus de controle (LC) apresenta, nesse estudo, três dimensões atributivas: interna (LCI) – a fonte do controle é o próprio indivíduo; afiliativa (LCA) – o controle deve-se a outras pessoas; e externa (LCE) – o controle refere-se a fatores incontroláveis. Já o BES é composto por quatro indicadores: satisfação com a vida, satisfação com áreas da vida, afetos positivos e afetos negativos, sendo assim, definido como uma ampla categoria de fenômenos, que envolve respostas emocionais e juízos acerca da satisfação com a vida e suas áreas.

Argyle (1999) e Guedea (2002) afirmam que os aspectos sócio-demográficos podem ser tidos como variáveis de controle para a melhor compreensão da relação entre o BES e outras variáveis. Esse fato foi corroborado, posto que, a percepção dos universitários da UFPB acerca do BES, enquanto fator global que envolve os quatro indicadores (satisfação com a vida, satisfação com as áreas da vida, afetos positivos e afetos negativos), não difere de acordo com a área de estudo, a idade e o sexo do sujeito: essas variáveis atuam da mesma maneira para esses indivíduos. Como a amostra estudada é homogênea, isto é, essas pessoas possuem características muito parecidas, são jovens universitários, a maioria solteiros, possuindo traços culturais característicos do Nordeste brasileiro, tendem a apresentar uma visão da realidade muito semelhante.

Deve-se ressaltar que variáveis como sexo e faixa etária geralmente não apresentam diferenças em relação ao BES e seus respectivos indicadores e, quando acontecem, são consideradas fracas (Argyle, 1999; Seligman, 2004). O BES e três dos seus indicadores (satisfação com áreas da vida, afetos positivos e afetos negativos) não apresentaram diferenças em função da idade. No entanto, com relação ao indicador satisfação com a vida, de uma maneira geral, sem especificar suas áreas, houve diferença significativa com a variável idade, entre a faixa etária de 18 a 21 anos e acima de 26 anos. Isto vem corroborar o estudo de Argyle (1999), ao assegurar que quanto maior a idade de um indivíduo, maior será sua satisfação com a vida.

Neste sentido, um indivíduo que possui entre 18 e 21 anos, geralmente está no início ou na metade do seu curso de graduação, saindo da adolescência e ainda se adequando às responsabilidades e exigências da vida adulta, não tendo um plano de vida definido e estruturado. Por outro lado, uma pessoa com idade acima de 26 anos tende a ter seus objetivos de vida encaminhados, apresentando um nível maior de satisfação com a vida. Assim, um estudante mais maduro estará mais satisfeito com sua vida do que um estudante mais novo, devido às experiências adquiridas com o decorrer dos anos.

Quanto ao indicador afeto negativo, de acordo Diener e cols.(1999) as mulheres são mais sensíveis às emoções negativas (culpa, tristeza, vergonha, raiva) do que os homens, uma vez que a tradição existente a respeito dos papéis de gênero na sociedade tende a atribuir, às mulheres, maior sensibilidade em relação às experiências emocionais. Ou seja, construiu-se socialmente que as pessoas do sexo feminino são mais sensíveis, principalmente quanto aos sentimentos negativos. Deste modo, as estudantes da UFPB também estão mais propensas do que os homens que estudam nessa mesma universidade a vivenciarem esses sentimentos.

Da mesma maneira como ocorreu com o BES, não houve diferença significativa entre as variáveis área de estudo, sexo e faixa etária quanto ao LC. Noriega e cols. (2003) também verificaram que homens e mulheres do Estado da Paraíba não apresentaram diferenças em relação a esse construto. Sendo assim, esses estudantes tendem a atribuir crenças de controle semelhantes sobre os eventos de sua vida, independente da área em que estudam, da idade que possuem e do seu sexo.

Geralmente, todo indivíduo apresenta as três dimensões de locus de controle (LCI, LCA e LCE), no entanto esses tipos de controle variam de intensidade, prevalecendo um mais do que o outro, conforme a situação. Isto é, uma das dimensões desse construto atua mais intensamente em determinado momento da vida do sujeito do que as outras, variando conforme a percepção do indivíduo sobre a situação experienciada. Sendo assim, a dimensão adotada é vulnerável ao meio, a cultura, aos valores e aos traços de personalidade.

Em estudo realizado por Noriega e cols. (2003), verificou-se que os paraibanos, em geral, tendem a adotar um padrão de controle externo, fato que também foi verificado nos estudantes da UFPB. Supõe-se que esse dado reflita aspectos culturais característicos de uma nação coletivista como o Brasil, especialmente quando se trata do Nordeste desse país, que tende a apresentar aspectos ainda mais marcantes desse tipo de cultura. Prevalece uma maior integração e dependência entre as pessoas, e a tendência a atribuir a fatores externos as situações vivenciadas, como a Deus, ao acaso e a figuras de autoridade, como por exemplo, os governantes.

Mesmo sendo provavelmente guiados pelo LCE, os universitários da UFPB mostram um BES que independe dessa dimensão externa. Verificou-se que esse tipo de locus não apresenta nenhuma relação com o BES desses jovens, não podendo explicar a felicidade desses indivíduos. Esse fato acontece da mesma maneira em pessoas que atribuem o controle dos êxitos e fracassos de suas vidas a fatores não controlados por elas, os quais não interferem no nível de bem-estar.

Os sujeitos que se caracterizam pela dimensão interna (LCI) apresentam uma disposição para a participação política, manifestando sua intenção de influenciar no desenvolvimento dos acontecimentos; já aqueles com orientação externa ou afiliativa refletem uma tendência à escassa participação (Dezaphi, 1991). Deste modo, o indivíduo que apresenta fortemente LCE e LCA, tende a apresentar características de acomodação social e política, já que não se reconhece como colaborador dos eventos históricos e sociais que ocorrem na sua vida. Segundo Chauí (1995), muitas vezes essas pessoas não percebem que constituem a sociedade e que, ao mesmo tempo, a sociedade determina seus pensamentos e comportamentos.

Como nesse estudo os universitários obtiveram maior pontuação na dimensão externa, pode-se supor que são guiados, na maioria das vezes, por esse tipo de controle. Uma provável conseqüência dessa postura refere-se ao fato de que como esses indivíduos possivelmente percebem que os acontecimentos de suas vidas, sejam estes positivos ou negativos, acontecem devido a fatores incontroláveis, como Deus, o governo ou figuras de autoridade, tendem a se alienar política e socialmente.

Além da dimensão externa, sabe-se que o construto LC apresenta outras duas dimensões: LCI e LCA. Alvarez e Noriega (2000) verificaram, em estudo realizado com a população geral do México, que quanto maior a satisfação com a vida maior o LCI. No entanto, no presente estudo observou-se que em universitários de uma universidade pública da Paraíba, quanto maior o BES menor o LCI. Essa contradição deve-se supostamente a fatores culturais e a características específicas da amostra em questão, como a faixa etária e o nível de escolaridade.

A literatura enfatiza uma relação positiva entre LCI e BES, como pode ser observado, na recente revisão realizada por Rodrigues e Pereira (2007). Contudo, diante dos resultados obtidos nesse estudo, no qual se verificou uma relação inversa entre esses construtos, tornam-se necessários outros estudos correlacionando essas duas variáveis a fim de obter dados mais concretos, e possíveis explicações para as relações.

De acordo com os resultados obtidos nesse estudo, estima-se que aqueles indivíduos guiados pelo LCI tendem a exigir muito de si, devido à crença de que são responsáveis pelos eventos que ocorrem em suas vidas, isto é, os êxitos ou fracassos das pessoas são determinados pelos seus comportamentos e esforços. Sartre (1987) defendia justamente isso, ao dizer que tudo é uma questão de escolha, que o homem é livre para fazer suas escolhas, e que a responsabilidade de possuir o controle sobre a vida promove uma constante angústia existencial.

Neste sentido, reforça-se o pensamento sartreano, uma vez que verificou-se uma relação inversa e significativa entre o LCI e o BES, ou seja, quanto maior o controle interno, maior será a angústia experienciada pelo estudante e menor será o nível de BES. Com isso, pode-se dizer que uma pessoa guiada pelo LCI tende a exigir mais de si e quanto mais cobra de si, mais se angustia e, conseqüentemente, menos vivencia a felicidade. Essas pessoas buscam uma maior responsabilidade social, tendendo a formar um ciclo de julgamentos e ações, com o intuito de modificar as condições externas desfavoráveis.

Desta forma, dependendo do padrão de exigências adotado, pode ocorrer variação no nível de felicidade do indivíduo. Se ele é um ser consciente de suas ações e reconhece que pode exercer influência na sua realidade (controle interno), seu nível de ansiedade pode aumentar, diminuindo assim sua felicidade. Se o sujeito comporta-se apresentando-se como um ser imparcial e neutro diante da realidade, crendo que Deus, o governo ou o acaso são responsáveis por tudo (controle externo), provavelmente não se angustiará com a realidade ao se redor, mantendo estável seu nível de felicidade, e não desenvolverá ações que visem modificar as condições do seu ambiente social.

Cabe ressaltar que o BES pode até variar, aumentar ou diminuir, mas isso só ocorre durante um curto período, é temporário, logo esse nível retorna ao “ponto de equilíbrio” (de ajuste), de acordo com o temperamento do sujeito (Diener e cols., 1999; Seligman, 2004).

Ao se referir ao LCA, que é entendido como a crença de que os eventos da vida de um indivíduo se devem a outras pessoas, observou-se uma relação inversa e significativa com o BES, isto é, quanto mais se coloca a responsabilidade dos êxitos e fracassos em outras pessoas, menor será o grau de bem-estar subjetivo experienciado pelo sujeito. Isto pode ocorrer da seguinte maneira: como os sujeitos guiados por esse tipo de locus acreditam que outras pessoas são responsáveis pelo o que acontece em suas vidas, tendem a criar expectativas constantes acerca desses outros indivíduos, o que está fora do seu controle. Sendo assim, quanto maior o nível de expectativas, maior será a angústia e menor o nível de bem-estar. Caso o nível dessas expectativas seja reduzido, menor a angústia e, portanto, maior a felicidade. Isto será relevante ao tratar destes jovens universitários, pois vivem a pressão de concluir um curso e a incerteza de uma inserção no mercado de trabalho.

Neste sentido, as pessoas que atribuem o controle de suas vidas ao próprio sujeito – LCI ou a outros indivíduos – LCA, contribuem para a explicação do BES dos estudantes da UFPB, variando conforme o padrão de exigências e o nível de expectativa adotado pelo indivíduo. No entanto, essas facetas do locus de controle pouco explicam a felicidade desses indivíduos, pois ter controle ou não da situação não determina o seu nível de bem-estar subjetivo. Pode ser que a união de variáveis subjetivas (internas ao indivíduo) como traços de personalidade e valores, e de variáveis objetivas (externas ao indivíduo) como sexo, idade e renda, possa contribuir para o aumento ou a redução do BES dessas pessoas.

Diante disso, cabe ressaltar que o estudo foi realizado com estudantes de uma universidade pública brasileira, que atravessa um momento conturbado de sucateamento, com freqüentes períodos de greve de funcionários e professores. Esse fato acaba por interferir na vida dos estudantes, uma vez que, geralmente tendo os estudos como sua atividade principal, essas questões sócio-políticas acabam atrapalhando o seu andamento acadêmico. Esses jovens crêem que a fonte do controle se deve não aos seus comportamentos e esforços, mas sim a outros indivíduos ou instituições, como o governo. Sendo assim, encontram-se duas situações: quando retiram de si próprio o controle da situação, seu BES tende a aumentar, e quando o controle passa a ser seu, o BES diminui. Quando atribui em aos outros esse controle, surgirá uma expectativa com relação à solução da situação; caso esta não seja atendida, o BES tende a diminuir, e se for atendida, o BES tende a aumentar.

Assim, o nível de felicidade desses jovens pouco varia de acordo com o controle estabelecido em relação aos acontecimentos de suas vidas. A fraca oscilação existente refere-se apenas ao LCI, referente ao controle do próprio indivíduo, ou ao LCA, que diz respeito ao controle exercido por outras pessoas. Vale ressaltar a necessidade de outros estudos que enfatizem possíveis relações existentes entre o Bem-Estar Subjetivo e variáveis bio-demográficas, valores, traços de personalidade, teorias de controle (Locus de Controle, Auto-Eficácia), dentre outras.


CONSIDERAÇÕES FINAIS

A felicidade é constantemente almejada pelo homem, que busca o tempo todo sentir-se satisfeito e vivenciar mais afetos positivos (alegria, prazer) do que negativos (raiva, tristeza), contribuindo assim, para o seu BES. Dentre os fatores que podem interferir no nível de bem-estar do indivíduo, encontra-se o construto locus de controle. Neste estudo, apenas o LCI e LCA podem ajudar a explicar a felicidade dos universitários da UFPB, ainda que de forma muito tênue.

Por outro lado, o LCE, mesmo não contribuindo para a explicação do bem-estar desses estudantes, por referir-se a fatores totalmente fora do controle do sujeito, mostra-se como a dimensão que predomina nos participantes da pesquisa. Supõe-se que esses indivíduos preferem atribuir a elementos incontroláveis, como Deus ou o acaso, os eventos que acontecem em suas vidas, a fim de minimizar ou mesmo evitar a angústia proveniente da idéia de liberdade e de responsabilidade diante das escolhas feitas, tendendo ao conformismo. Sendo assim, uma vez que abstêm-se diante da realidade, acreditando que as divindades e o acaso são responsáveis por tudo na vida e que qualquer esforço para influenciar nessa realidade será inútil.

Mesmo levando em conta que o seu bem-estar subjetivo não mostra relação com o LCE, os estudantes da UFPB apresentam, como predominante em suas vidas, essa dimensão do locus de controle. Tendem a crer que o controle dos eventos não se deve nem a si nem aos outros, sem se reconhecerem como agentes transformadores da sociedade, que ao mesmo tempo, constroem e são construídos por ela, tendendo a se tornar seres alienados política e socialmente. Uma vez que não assumem o que está se passando consigo mesmos, provavelmente não saberão dar explicações para os eventos que acontecem em seu ambiente, deixando de se tornar sujeitos críticos, ficando sem respaldo para dar contribuições sócio-políticas e, conseqüentemente, não participando como agentes socialmente ativos.

Vale enfatizar que as explicações apresentadas aqui são suposições acerca da relação entre BES e as dimensões de Locus de Controle, sendo imprescindíveis novos estudos, com construtos acerca da percepção do controle, variáveis bio-demográficas, valores, traços de personalidade, em busca de possíveis explicações para as variações do Bem-Estar Subjetivo.


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1 O termo “felicidade” é empregado por alguns autores, como por exemplo, Seligman e Csikszentmihalyi (2000), como sinônimo do conceito de bem-estar subjetivo.